Na internet é possível encontrar muitas notícias sobre denuncias e cassações de títulos de mestrado e doutorado em função de plágio acadêmico. Isso ocorre porque alunos e alunas copiam dissertações e teses de outros pesquisadores. Para se certificar que o plágio não ocorra o/a aluno/a deve seguir estritamente as regras de citações bibliográficas orientadas pela ABNT, pois mesmo em pequenos trechos do trabalho, o/a autor/a deve identificar que não são de sua autoria. Atualmente, existem vários softwares que detectam plágio através de uma varredura de sites. Realizar o plágio prejudica a formação do pensamento crítico do/a autor/a e, consequentemente, seu aprendizado.
Todo criador de uma obra intelectual tem direitos sobre a sua criação e sobre o uso desta. Direitos autorais são os direitos que todo criador de uma obra intelectual tem sobre a sua criação. Esse direito é exclusivo do autor, de acordo com o artigo 5º, XXVII, da Constituição Federal. A comprovação de plágio é considerada fraude, de acordo com a Lei Vigente Nº 12.853, de 14 de agosto de 2013. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/. Esta Lei dispõe sobre a gestão coletiva de direitos autorais, altera, revoga e acrescenta dispositivos à Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Além do plagio, outra atitude que restringe o bom desenvolvimento do trabalho acadêmico e impossibilita o reconhecimento da capacitação profissional consiste na compra do trabalho pronto. Essa atitude resulta em vários danos pessoais e profissionais, por exemplo:
- Admitir um trabalho sem originalidade no tema ou no problema de pesquisa;
- Ter que responder juridicamente por ele;
- Assumir um trabalho que não corrobora com as características pessoais e estilo de escrita do/ autor/a;
- Comprar um trabalho cujas análises não coincidem com as opiniões, crenças e posições ideológicas do/a autor/a;
- Produzir situações de constrangimento que podem desvalorizar o caráter profissional do/a autor/a;
- Obter um trabalho com equívocos conceituais suficientes que comprometam a avaliação do texto final;
- Receber um trabalho com referencial bibliográfico desatualizado, inconsistente, incoerente e insuficiente;
- Adquirir um trabalho com falhas na normatização, com citações desconexas, imprecisas e incertas;
- Obter um trabalho com erros estruturais que podem embaraçar o/a ‘autor/a’ e comprometer sua avaliação pessoal;
- Não vivenciar o aprendizado, ou seja, não realizar a própria pesquisa e a elaboração do texto, fragiliza o/a aluno/a perante situações em que se deve comprovar seu conhecimento sobre a área de estudo, pois seus argumentos podem ser levianos, instáveis e irreais;
- Comprar um trabalho acadêmico pronto é antiético, é fraude e impede a evolução pessoal, intelectual e profissional do/a ‘autor/a’.